quinta-feira, 25 de junho de 2009


Ah, Maria! Desculpa ter te dado esse nome hoje à tarde, que nem é acompanhado de um sobrenome de tão pobre e simples que é. Eu juro que não sabia que no final do dia teria que te matar tão asquerosamente! 'Estrangulei' seu corpo frágil e sem cabeça até a morte e ainda o deixei em cima do banco da praça. Desculpe-me Maria, já estava escuro e eu não sabia onde te deixar passar a noite, ninguém quis ficar com você, ninguém quis te dar água pra você não perder sua cor azul bonita. Não queria que você ficasse branca. Não queria que você morresse sem água. Tive que te matar com as minhas próprias mãos. Perdoe-me Maria...
Obrigada Jaqueliny pelo selo (mesmo)! :)


1. Colocar o selo no blog;
2. Indicar 10 blogs que a gente adore;
3. Informar aos "premiados";
4. Dizer 5 coisas na vida que adore e por quê;

Não vou indicar ninguém porque não tenho dez blogs que eu adoro pra indicar e os poucos que eu indicaria já foram indicados.

5 coisas que eu adoro e porquê:
-Viajar porque me liberta dessa cidade com pessoas maldosas e vulgares.
-Céu porque me salva sempre, até mesmo nos dias em que parece não haver uma saída.
-Escrever, mesmo às vezes não sabendo o que, porque faz de mim alguém -ou tenta fazer.
-Amar, porque... (qualquer motivo seria pequeno demais).
-Ler porque me dá a possibilidade de fugir de tudo e ser outra pessoa.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pegou suas botas de chuva, seu casaco de veludo, suas palavras machucas e saiu pela porta, deixando-a escancarada. Lá fora chovia e havia grandes poças de água ao longo da rua. Suas meias se encharcaram num segundo e seus cabelos viraram grandes nós impossíveis de se desfazerem. Mas o alívio de poder sair de casa era mais forte do que qualquer preocupação com a aparência; não aguentava mais as reclamações consistentes em fatos pela metade, não aguentava mais seu olhar vago e triste naquele espelho manchado.
Tropeçou e caiu. A vida poderia perder o sentido naquele momento que ela não se importaria. Chovia e fazia frio. Chovia e ela estava inconsciente, mais uma vez dentre todos esses anos. O próximo passo não precisava nem existir, os motivos não eram visíveis e muito menos invisíveis, eles de fato não existiam.

Mas sorria, sorria ali, mesmo sem saber, caída no meio da rua, porque já não sabia se morria ou se continuava a viver.

sexta-feira, 5 de junho de 2009


Minha arrogância sempre me fode, SEMPRE. Seja interiormente ou exteriormente. E eu já não sei lidar com isso e já não sei como faço pra contornar as situações.

sábado, 30 de maio de 2009


Você pode sentir o quanto preciso de você esta noite?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Às vezes me assalta uma nostalgia do que eu não fui, do que eu não vivi, de músicas que hoje escuto e é como se tivessem feito parte do meu passado, mas não fizeram.
É quase meia noite e as palavras aparecem agora como água jorrando de uma torneira aberta, e não mais como pingos espremidos e lentos de uma torneira fechada, quase lacrada. Sempre fui da opinião de que o dia é feito para dormir e a noite para viver, mas toda a sociedade vai contra os meus princípios e agora eles não são muito válidos até para mim, mas sei do meu futuro, ou pelo menos tenho a ânsia de realizá-lo. Estou tentando pôr a culpa no dia pela minha falta de 'inspiração'? Que ironia! Não há a quem culpar, porque não há um fato, nem uma verdade, nem um conciliamento de ideias. Há só o nada, que não é mais suficientemente capaz de suprir minhas carências mentais.

Tenho medo de cair pra dentro de mim e não voltar. Mas o medo não é tão real assim, porque 'não sei viver, só sei lembrar-me'.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Eu preciso muito mais explicar as pessoas pra mim do que traduzir-me para mim mesma. Eu entendo a complexidade do meu inconsciente e sei que as surpresas que virão pela frente não vão ser tão surpresas assim. E quanto as pessoas, eu tento fingir que elas são bem menos conceituadas do que elas me falam, demonstram e pensam.



Bem, daqui a algum tempo -espero que não muito- nós vamos ter um trailer e largar tudo para viajar pelo mundo. Vamos apreciar a vida com risco e adquirir muito mais conhecimento do que milhares de pessoas no final de suas vidas. Eu ainda vou usar tênis e o cabelo descolorido, e vou acordar com a sua camiseta de manhã e preparar o seu café.
Quando a realidade pisar em nossos calcanhares a vida mundana vai nos puxar para si como qualquer coisa pegajosa e então eu vou amadurecer fisicamente, meus pés vão ser fortes e minha pele vai deixar de ser sensível. Vou parar de arrastar os pés e ser simpática de verdade com as pessoas. Vou levantar quando as cores do pôr do sol forem a paisagem perfeita para os meus olhos, colocar o meu sapato de salto alto, meu casaco azul marinho, prender o meu cabelo num rabo bem alto e pintar os lábios de vermelho. Vou trabalhar durante toda a noite no computador de abrir e fechar, branco, sem frescura nenhuma. Vou ter as unhas bem feitas e beber mais café. Vou voltar para casa assim que o sol começar a esquentar meus neurônios e encontrar você dormindo na nossa cama. Provavelmente ainda vai ser cidade grande e uma rotina filha da puta, mas o trabalho não vai ser entendiante e vai ser noturno. Aí alguém da minha atual realidade vai me encontrar na rua e me perguntar:
-Mas não era tu que afirmava com tamanha arrogância que as pessoas não mudam?
Vou apenas sorrir, com calma e simpatia e responder:
-Depende do ponto de vista o verbo mudar.
E então, quando tudo parecer confortável e antes do comodismo tomar conta de nossas vidas, nós vamos para o campo e o meu sapato de salto alto vai ser trocado por belos e confortáveis chinelos de pano e minha roupa vai ser larga e nós vamos cuidar das nossas árvores e das nossas vacas. Vamos escrever belos livros e compôr belas músicas, vamos ter filhos e eles vão ler tanto quanto nós e vão dizer palavras afetuosas e não vão comer carne.
Quanto tudo chegar ao fim, vai ser outro começo, com vinho, charuto e amor. E eu ainda vou olhar para as estrelas, junto de você, colocar as mãos nos bolsos do seu casaco e falar o quanto sou feliz.

domingo, 3 de maio de 2009

Olha como as coisas mudaram, os passos ficaram apertados e a música despoetizou. Já não é uma questão de sorte, de vontade, de conspiração. É só o nada que absorve tudo para si e eu já tornei-me pequena diante de tamanha força. Deixo levar, mesmo assim angustiada, mesmo assim com o silêncio e o pensamento de quem nada mais pode fazer.
Somos tão frágeis, de porcelana barata, sempre a se quebrar e a ser colada com um pedaço de fita mais barata ainda. Alguns chegam intactos aos 90, outros se quebram antes mesmo dos 20. Que se pode fazer? Até a noite anda assustando e as pessoas nas esquinas com o cabelo sujo e as roupas rasgadas, bem, elas também têm medo. Que se pode dizer? Há um limite de palavras que pode salvar a alma, outro limite que pode salvar a pele, mas quando os dois se vão, ah, já não sei mais.

-Me encontre em Mountauk.

sábado, 2 de maio de 2009

A gente sempre precisa de alguma coisa.

sexta-feira, 1 de maio de 2009